A mala desaparecida

Perdi uma mala com minhas roupas preferidas dentro. Uma bolsa cheia de maquiagem da MAC. E um coturno que comprei a prestações. A mala era nova, pensei que duraria muitos anos.

Esqueci a mala no porta-malas de um táxi, no dia 15 de maio, quando voltava de BH. Na estação Pinheiros um gringo pedia informações sobre como chegar ao Beco do Batman que fica perto da minha casa. Dei carona pra ele no táxi. Fomos conversando, me distrai. Desci e deixei a mala lá dentro.

mala

Não sei se o taxista tentou entregar minha mala pro gringo. O mais provável é que ele tenha esquecido completamente. Talvez até tentou me localizar. Eu espalhei recados pelos pontos de táxi da região e coloquei um anúncio no jornal dos taxistas.

Hora nenhuma entrei em desespero por causa da mala. Fiquei esbaforida. Durante a minha procura, perdi meu cartão de débito do banco. Ai, sim, diante de um problema muito mais fácil de resolver (só ligar, cancelar e pedir outro) fiquei totalmente desesperada. Chorei muito.

Não sei se foi estresse acumulado ou minha gastura de ter que ligar pra atendimento de banco. Acho que foi culpa por perder duas coisas numa semana. Estava me sentindo muito incapaz pra vida, alguém digna de ser interditada.

Ainda tenho esperanças de reencontrar a mala. Mas não fico pensando muito no assunto. Deixarei minha mala livre, se ela não voltar pra mim é porque nunca foi minha. Ha ha ha, tô rindo do meu azar.

Fico tentando encontrar significados neste sumiço. Talvez seja um impulso pra que eu desapegue de tudo, mude de São Paulo sem nenhuma de minhas peças de roupas preferidas. Nenhuma das referências da minha “eu-paulistana”. Pra recomeçar totalmente do novo.

 

Oficina Escrever Simples: últimas em São Paulo

Sábado agora começam minhas duas últimas oficinas de escrita em São Paulo. Ao menos, as últimas neste ano. Depois da minha mudança para Goiás vou avaliar se dá para voltar aqui ano que vem para oficinar.

A turma da manhã já está completa. Ainda tenho vagas na turma da tarde, das 15h às 18h.

A oficina funciona assim: são dois encontros (dias 10 e 17 de maio) e uma semana de atividades online entre eles. Cada encontro dura três horas.

É uma oficina de estilo. Pra quem já gosta de escrever e quer escrever textos não-ficcionais com mais clareza e simplicidade. Meu foco é estimular a coragem e a sensibilidade dos oficineiros para que escrevam as histórias que têm pra contar.

Público: publicitários, jornalistas, relações públicas, artistas, pós-graduandos, estudantes de comunicação, aposentados em qualquer área…

*Não aceito matrícula de adolescentes!

as oficinas em São Paulo acontecem aqui!

as oficinas em São Paulo acontecem aqui!

Local: Pto de Contato, galeria Ouro Fino, rua Augusta, 2690.

Informações e inscrições: falecomigo@silviaamelia.com.br

 

as oficinas em BH acontecem aqui

as oficinas em BH acontecem aqui

Belo Horizonte

Também tenho oficina marcada para Beagá.

Dias 14 e 21, de 19h a 22h, quartas, na For Fob, Afonso Pena, 2522.

 

Ele foi embora

Acordei com uma dor no peito. Não passou. Vou dormir com essa dor. Não é tristeza, nem angústia, nem gazes, hehe. É expectativa!

Renné foi embora pro Goiás hoje de manhã. Não sei quando irei também. Quero ficar o mínimo tempo possível por aqui, quero ir logo pra perto dele. Estou de mudança. Meu ciclo em São Paulo se encerra após quatro anos e meio.

É uma alegria muito grande a oportunidade de vivermos juntos essa aventura. Mas alegria demais dói o peito, coração da gente não é preparado pra isso. Vamos morar no interior do interior. Em Goiás, Goiás. Renné será professor de cinema!

E é só o que eu sei. Não conheço a cidade, nem ele conhecia. Agora ele está lá e eu aqui. Logo teremos uma nova casa, uma casa de verdade, com cara de casa.

Tudo tão novo e incerto que nem sei o que imaginar. Não quero que ele tente por enquanto nenhum outro concurso, como algumas pessoas sugeriram. Vamos pra valer. Com fé. Querendo que dê certo.

Se não der, paciência, fazemos as trouxas e partimos pra outro canto.

Acredito tanto-tanto que está começando uma época linda na vida de nós dois. Eu sinto o vento de coisas boas no ar.

Apagar para acender

Apaguei todos os 81 posts anteriores a este. Para quem tem apego com o que escreve, sou uma maluca. Eu apago mesmo, tiro do ar, deleto blogs abarrotados de textos. Jogo tudo fora e volto a escrever.

Podemos nos tornar uma pessoa melhor a cada recomeço. É no que acredito. Diz a história que quando o laboratório de Thomas Edson pegou fogo ele perdeu tudo e nem tinha seguro. Mas, olhando o incêndio, respirou aliviado e disse ao filho – existe uma vantagem em um desastre assim: ele queimou todos os nossos erros!

Estou ainda em uma travessia. O movimento agora é acelerado, sinto o vento no rosto, as águas produzindo ondas. Não estou à deriva, existe uma direção. Mas não sei o que me espera na outra margem.

Vou me mudar de São Paulo! A partir de agora me despeço dessa cidade por aqui.